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Educação Santa Catarina

Dia do professor: empatia e carinho são ferramentas essenciais para os profissionais da educação especial

Fotos: Divulgação / FCEEPaixão como motivaçãoJoice Mara Bittencourt, Luciana da Silva e Fabíola Spader também afirmam que não conseguem se imaginar...

14/10/2021 17h01
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Por: Redação Sou Catarinense Fonte: Secom Santa Catarina
Fotos: Divulgação / FCEE
Fotos: Divulgação / FCEE

Dia do professor: empatia e carinho são ferramentas essenciais para os profissionais da educação especial
Fotos: Divulgação / FCEE

Paixão como motivação

Joice Mara Bittencourt, Luciana da Silva e Fabíola Spader também afirmam que não conseguem se imaginar fazendo outra coisa a não ser trabalhar com Educação Especial. Para elas, não existem pequenas vitórias. Cada conquista de cada um dos educandos é uma grande vitória. E isso as motiva.

A professora Joice trabalha de forma apaixonada há 26 anos com Educação Especial. Na FCEE, atualmente, atende os educandos da Pré-Qualificação em Gastronomia do Programa de Educação Profissional do Centro de Educação e Trabalho. Pessoas com Deficiência Intelectual e Autismo são preparadas durante um ano para ingressar no mercado de trabalho, nas mais diversas áreas. Após o período de treinamento veem qual trabalho é melhor para aquele educando de acordo com as habilidades dele, ajudando inclusive na elaboração de um currículo. “Ensinamos como se portar no mercado de trabalho, como se vestir, comer, questões de higiene, questões de uniforme e organização, por exemplo. Questões da vida mesmo, não só de trabalho, mas que vão servir para o dia a dia deles”, conta Joice.

A professora Luciana trabalha desde 1998 com Educação Especial e desde 2002 na FCEE. Ela explica que “o atendimento educacional especializado é um apoio pedagógico que complementa o trabalho na educação na rede regular de ensino”. “Somente um trabalho em conjunto pode fazer com que as crianças, os alunos com deficiência, com transtornos, possam se beneficiar do objetivo fundamental da escola, que é o aprendizado e o conhecimento”, afirma.

Identificando habilidades e competências

Engana-se quem pensa que pessoas com deficiência não podem ser atletas. Educandos como os da professora Fabíola, que trabalha com Educação Especial há 17 anos, todos da FCEE, são prova do contrário. Ela trabalha com alunos com maior comprometimento motor e cognitivo e também com educandos com paralisia cerebral e lesados medulares, que são os sete atletas da bocha paralímpica que treinam na FCEE.

O maior desafio dos professores de Educação Especial é identificar as capacidades funcionais e educacionais de cada aluno, ressalta Fabíola. “É preciso respeitar os diferentes tipos de aprendizagem, conhecer o aluno. Tem que saber focar nas competências e não nas dificuldades dele. As limitações devem ser reconhecidas, relacionadas e abordadas com os conhecimentos adequados para desempenhar o nosso trabalho”, complementa.

Outro desafio importante, citado pela professora Luciana, é o trabalho colaborativo, que é quando o professor da Educação Especial, o professor de sala de aula e a família trabalham juntos para que os objetivos sejam alcançados mais rapidamente, com maior eficiência. Ela afirma que somente trabalhando em conjunto é possível que os alunos se beneficiem.

Sobre a FCEE

A Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) foi criada em 1968, sendo a primeira instituição pública estadual responsável pela definição e coordenação da política de educação especial no país. A Fundação é vinculada à Secretaria de Estado da Educação.

Em seu campus, a FCEE possui 10 Centros de Atendimento Especializado - espaços de estudos, discussões, atendimentos e pesquisas em suas respectivas áreas de atuação e mantém parceria com cerca de 250 instituições especializadas em educação especial.

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